Coisas que me assolam o espírito por uns centésimos de segundos

No cinema, quando há um daqueles grandes filmes que esgotam bilheteiras semanas a fio, eu sou das que vai deixando para o fim, já deixei tanto para o fim que quando fui para ver, já não estava em exibição. Detesto multidões, e apenas porque as pessoas em multidão não têm o menor dever cívico, nem qualquer senso comum, nem o caraças. No BBC Vida Selvagem já vi manadas de búfalos mais civilizados.


Ora, este fim de semana fui com o Ghande, por uma questão de agenda, já que os três próximos fins de semana estão lotados, ao cinema ver o esgotadíssimo Velocidade Furiosa 7. Comprámos os bilhetes com dois dias de antecedência. 


Gente, quando compramos os bilhetes, mostram-nos o esquema da sala para escolhermos dentro dos lugares vagos, os que queremos. Gente, os lugares são marcados e estão lá, no bilhete. 


Duas coisas que me fazem comichão ao cérebro:



  • 20 minutos antes da sessão começar abrem as portas da sala. É uma corrida desenfreada com atropelos e encontrões, e juro que ouvi rosnadelas. Hello, ninguém vai conseguir os melhores lugares, ou pensam que por entrarem primeiro vão escolher onde se querem sentar?!

  • mal a tela fica escura e começa a passar a ficha técnica, é a mesma confusão, mas para sair. A sério? Têm medo que em 30 segundos as portas se tranquem e encham a sala de fumo?! 


Depois também há os que se enganam nos lugares e começam a mandar vir como se quem está lá sentado tivesse ocupado os seus lugares. Oh senhores, os seus são do outro lado da sala. A fila I tem muitos lugares... (e sim, essa foi connosco). Enfiaram a viola no saco e foram para o outro lado da sala. Temos pena.


Também gostei de uma dondoca que entrou na sala de cinema e disse alto e bom som: que nojo, tudo sujo. Aposto que ela, com o balde enorme de pipocas que levava, não é das que deixa cair no chão, na cadeira, pelo decote. Fosse à primeira sessão do dia para garantir que tinha a sala imaculadamente limpa.



 


 

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