É só mais um murro no estômago, ou não. Decido eu!
Apesar de tudo dei-me ao trabalho de arranjar um mini cabaz para oferecer ao meu pai pelo Natal: uma garrafa de licor de café que ainda lá tinha em casa, uma garrafa de vinho tinto, um queijo amanteigado, e fiz arroz doce que ele adora.
Enviei sms no dia 24 a dizer para passar em minha casa que tinha umas coisas para ele. Até hoje nem apareceu, tão pouco deu sinais de vida.
O arroz doce o Gandhe comeu-o, antes que fosse parar ao caixote do lixo. O queijo terá menos sorte, que não apreciamos queijos. O vinho e o licor guardam-se. A atitude, tento relevar, não dar importância, nem isso merece.
E depois é a mim que cobram e condenam?! Para o raio que os parta.
também fiz um cabaz para os meus pais com queijo amanteigado, vinho e chocolates. pelo menos comeram o queijo.
ResponderEliminarPelo menos receberam-no. Gostarem ou não é outra conversa.
ResponderEliminarNem sei que te diga :( Podes mandar o queijo para cá que somos fãs :)
ResponderEliminarxoxo
cindy
Assim fica difícil qualquer tipo de aproximação ou conciliação.
ResponderEliminarPensava que, com o teu pai, a coisa era mais pacífica.
Um dia vão arrepender-se do mal que te fizeram e vão fazendo.
deixa lá, tu tentaste. e de ti, nada ficou por fazer.
Beijinho grande
é triste. Mas a decisão é sempre tua de como encarar as situações. Eu vou andando para a frente com certas atitudes.
ResponderEliminarA sério que te condenam? Eu nem sei se faria o que fizeste...
ResponderEliminarAmandai-me esse cabaz, óh faxavori
ResponderEliminarGaranto-te, a pés juntos, que não te vou cobrar nadica nem condenar.
ResponderEliminarQuem sabe!
Doce Alice, com o meu pai a coisa é mais pacífica porque a relação é praticamente inexistente. Feita de distância, indiferença. Ele nunca me liga, a menos que precise de alguma coisa, mas por norma é demasiado orgulhoso para pedir o que quer que seja, e eu recebi tantos nãos e vi tanto "não quero saber" que deixei de procurar. Com a mãe o conflito é mais latente, sempre com chatices, discussões e cenas que tais. Até que me afastei e passou a ser um silêncio profundo, até no aniversário ou no natal. Não tenho um pai ou uma mãe que me ligue a perguntar se estou bem, viva, de saúde, se preciso de alguma coisa. Não exagero quando digo sentir-me orfã.
ResponderEliminarE depois, quando ainda me esforço para uma aproximação, por pequena que seja, é isto.
Nem vale a pena!
Já passei por tantas coisas destas e piores, que cada vez mais fico quieta no meu canto e "esqueço" que existem. No fundo, devolvo na mesma moeda o que me deram ao longo do tempo.
ResponderEliminarSim, volta e meia vinham as cobranças de eu não ligar ou não aparecer. Pena que não se lembrem quando eu ligo e ou não atendem ou falam com calhaus na mão e desligam na cara, ou quando bato à porta e fico na rua, porque não me deixam entrar. E tantas mais. Mas eu é que sou a ingrata, a arrogante, a armada em importante, a que despreza os pais. Talvez assim fosse se eu tivesse mesmo pais dignos desse conceito.
ResponderEliminarOh meu doce, acredito que tu e outras pessoas amigas iriam apreciar muito mais. E todo esse carinho vai-me mantendo à tona, acreditando que não sou o monstro que me querem fazer crer que sou. Que há pessoas boas que a vida pôs na minha vida, talvez para compensar a má sorte de ter calhado numa família destas. Mas ainda assim, este vazio nunca será preenchido. Porque ninguém substitui um pai ou uma mãe. E isso entristece-me.
ResponderEliminarConhecendo me como me conheço, duvido q fizesse metade do q fazes... Só por isso já te admiro :)
ResponderEliminarNão és monstro nenhum, és um ser humano com qualidades e defeitos, que merece ser amada.
ResponderEliminarGosto muito de tu, miúda gira!