Da imensidão de uma folha de papel branca
As palavras bailam-me na mente, coordenam-se num bailado narrativo, contam uma história, sentem-se emoções. Corro para uma folha de papel e a imensidão do seu vazio afasta as palavras que bailavam na minha mente. Fica um eco. Eco de um enorme espaço vazio, frio, despido.
Ando às voltas. Percorro os labirintos dos meus sentimentos. Corro portas e janelas, contorno esquinas. Choro e rio, lembro e esqueço.
Quero escrever. Perseguir a eternidade do que sinto e penso e imagino e crio. Assusta-me a imensidão da folha de papel vazia. Há barulho. Muito ruído de uma multidão sem rosto, sem contornos. Afasto-me da folha branca e retorna o silêncio. E, com ele, as palavras que bailam na minha mente, num tango narrativo, contam uma história, desenham paixões. E fico quieta. Para que a história se construa.
Comentários
Enviar um comentário
Convido-te a partilhar