A aventura de comer uma salada (fora de casa)
No sábado, por recurso e gestão de tempo, acabámos a almoçar numa daquelas casas de sandes e saladas que se encontram nos centros comerciais. Ora, olhava eu para o que podia comer e quase que me dava um fanico já ali.
O Gandhe diz-me: pede uma salada sem alface e massa.
- Então mas isso é a base!!
- Não só. A base também tem couve roxa e rúcula. Depois vês o que tiras e substituis.
Pronto, inspira, expira, não pira. Acalmei e escolhi a salada de delícias do mar, mas disse logo à senhora que tinha de trocar ingredientes.
- Na base só couve roxa e rúcula.
- Massa não quer?
- Não.
- Mas alface pode ser.
- Não.
- Não quer alface???????!!!!!!! (o ar de incrédula a olhar para mim, como se me tivessem saído umas antenas da cabeça, ou algo do género).
- Não. Alface não.
- Não mesmo???!!!!
(Ai a minha vida, fosga-se!) - Não posso comer alface, se pudesse comia.
- Ai não pode... Atão o que pode comer?
E lá relatei os ingredientes para a salada, com aquele olhar em cima de mim como se eu tivesse ficado roxa às riscas verdes, com bolinhas amarelas... e de antenas a sair da cabeça.
À noite, jantar com amigos: sushi. Mas só à base de sashimi (lascas de peixe cru) e peixes grelhados. Qualquer semelhança entre mim e uma foca era mera coincidência.
É difícil. É difícil decidir refeições em casa, e para não me transformar em ermita, sujeito-me a estas coisas no social. É difícil. Muito. Mas uma coisa é inegável: a cada dia sinto-me melhor. Os sintomas que tanto me incomodavam têm desaparecido, pouco ou nada resta. E faltam 3 semanas até repetir o teste.
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