Estórias (des)encantadas

Era uma vez.
Impossível não sorrir. Este é o começo, o intemporal e eterno começo, das histórias. Aquele começo que nos transporta para o imaginário infantil de reinos encantados, heróis e dragões, princesas e bruxas, duendes e piratas.
Era uma vez.
A mim lembra-me a cantilena que o meu avô entoava: era uma vez um gato maltês, mijou-te na bota não sabe o que te fez. Sim, um prodígio de avô que se adivinhava na cantilena entoada à neta pequena. Era isso e o imitar umas galinhas que ele tinha, chamadas de galinhas da Índia, que tinham um cacarejar histérico e estridente. Cacarejava ele um “quem cagou aqui?”, como se fosse legenda à chinfraria que o raio das galinhas faziam.
Desviei-me, não foi?
Era uma vez. Uma história que queria contar e se perdeu no labirinto das palavras.


 


 


Texto escrito para o meu grupo de escrita criativa. Quiçá venho aqui partilhar o que vou escrevinhando por lá!


 

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