Sobre os erros ortográficos dos professores na dita prova
Pelo menos os jornalistas que mais parecem abutres de volta do assunto podem sempre alegar que foram alunos desses mesmos professores, numa tentativa de justificar os erros crassos e os pontapés na gramática que diariamente são visíveis na comunicação social.
Se estou a dizer que os professores não cometem erros ortográficos? Não. Haverá certamente, como há médicos, jornalistas, engenheiros, políticos, jornalistas. E depois há uma grande merda (escrevi bem, MERDA) chamada Acordo Ortográfico. Um bando de mentes geniais, daquelas com ligação direta do intestino grosso ao cérebro, alteraram a ortografia de muitos vocábulos, ignorando regras de linguística, fonética, etimologias e o diabo. E como é óbvio, o povo todo, instruído ou não, voltou à escolinha para reaprender a escrever?! Não. Andaram os meios de comuniação social a ensinar ao povo a nova escrita. Pronto. Virou-se o feitiço contra o feiticeiro.
A comunicação social começa a ser a coisa mais ridicula que se vê do nosso país...
ResponderEliminarRidícula é favor. O sensacionalismo já ultrapassa os limites do bom senso. A falta de ética, de profissionalismo e de brio também. Mas são os detentores de um grande poder e valem-se disso. Manipulam a opinião pública de uma forma absurda.
ResponderEliminarEntão critica o AO e depois escreve "direta"? Ora porra.
ResponderEliminarQue remédio? Então vocifera contra essa aberração e ajuda a propagá-la? Ora porra outra vez!
ResponderEliminarAceito a crítica. Mas acho que isto é como o óleo de fígado de bacalhau que em tempos idos as mães nos obrigavam a tomar: ninguém gosta, mas tinha de ser.
ResponderEliminarE eu já estou é a ficar bipolar com a escrita.
Então não é mais nem menos do que aqueles que critica: é exactamente igual. Lamentável.
ResponderEliminarCreio que, na verdade, não percebeu o teor da minha crítica. Mas a escrita é mesmo assim: metade de quem escreve, metade que quem a interpreta.
ResponderEliminarNão fui eu que estabeleci as regras do AO. Mas sou obrigada a segui-las nos meus locais de trabalho. Se me faz um ser assim tão lamentável, paciência. Todos os males fossem esses. A si, caro leitor, gabo-lhe a liberdade que tem para não seguir regras oficiais e institucionalizadas impostas pelo AO.