Carta de amor a S. Pedro
Querido S. Pedro
Diria o poeta que as cartas de amor são ridículas. Pois claro, se o amor é ridículo também e torna-nos tão ridículos. É tudo ridículo.
Querido S. Pedro (começava eu)
Diz a tradição secular que és o porteiro do Céu (que cargo nobre e responsável que tens, acredito que há uma eternidade que esperas por ascender ao big boss aí da malta, mas tem calma, é só esperares mais outra eternidade, pode ser que o barbas resolva desistir e passar-te a pasta). Reza também a vox populi que és o responsável pelo tempo. (Caramba, vistas bem as coisas tu já mandas nisso tudo aí em cima, o outro das barbas é o Cavaco aí do sítio.) Eu sei que nas tempestades e trovões é aí a Bárbara que controla a coisa, pá, não és de ferro, tens de delegar chatices a alguém. E as assistentes servem para alguma coisa.
Adiante, que isto é uma carta de amor, tão ridícula e absurda como é o amor que nutro por ti.
Ah, o busílis da questão. Eis-me, aqui, a declarar este amor. Cobria-te de beijos e abraços, fazia-te cafunés e massagens, e ficamos por aqui porque a hora ainda é de decoro.
Enfim, S. Pedro, senhor do tempo, amor de minha ridícula devoção. É com todo este fervor de amor, que é fogo e arde, que te digo estas palavras (in)sanas: vai pra real meretriz que te pariu! Chuva para o fim-de-semana?!!!
Que a Bárbara te enfie com um raio naquele sítio onde nunca chega a luz do sol.
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