No 1º de Maio
Comecei o dia cedo, a trabalhar: explicações. Subiram as notas. Estão todos com 4, agora vai ser a doer para o 5. E esse é o espírito que ontem lhes passei. Estabelecemos calendário de explicações, vou tirar férias antes do exame deles para estar com eles em modo non stop. Esperam-me semanas cheias, cansativas, mas que valem a pena por os ver a realizar os objectivos, a superarem os seus próprios limites, a evoluírem. Caramba, como eu gosto disto.
Almoço em casa feito pelo Gandhe: uns hambúrgueres grelhados com ovo estrelado e salada. Soube-me pela vida.
Corneto de limão numa esplanada na praia. O vento afastou-nos mais cedo do que gostaríamos.
Passagem rápida pelo centro comercial. Ele queria comprar meias; vieram meias, calças e um casaco para mim.
Quis ir ao Pingo Doce comprar uma embalagem de pensos rápidos, que os da marca deles são muito bons, colam bem e tudo, mas lembrei o homem que o Pingo Doce e o 1º de Maio é aquela coisa das promoções. Passámos ao largo. Somos diferentes em muitas coisas, mas se há coisa em que somos iguais é o ódio de estimação que temos pelas confusões e multidões.
Fim de tarde com direito a sesta. Jantarinho ligeiro. Gandhe foi trabalhar. E eu a pensar que ia dormir cedo, tal era o cansaço, pois sim. Cadê o sono a horas decentes?! Não tá.
Hoje estou em modo piloto automático e o meu fim de semana começa amanhã por volta das 13h.
Injecção de adrenalina, precisa-me para a caixa do canto, oh faxfavore!
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