Imaginem

A graciosidade de um bando de patos, a coordenação motora de um grupo de pinguins a correr, a leveza de uma manada de elefantes em fúria, a sensualidade de um hipopótamo, tudo num só ser. 


Imaginam? Conseguem visualizar?


Pois. Esse ser fui eu ontem na aula de dança. O professor arranca a aula a todo o gás com uma coreografia de salsa que me arrepiou pelos que eu não sabia existir. Bloqueei. Congelei. Não consegui fazer nada. Nem sair dali para fora, apesar de me estar a sentir tão mal com aquilo. 


Saí da aula com as lágrimas nos olhos, a sentir-me mal comigo própria por uma série de motivos. E ainda estou aqui a tentar digerir tudo isto. 


Não me apetece falar sobre isto, até porque também ainda está muito confuso. Sei que também não tenho andado no meu melhor estado de espírito, mas daí a deixar-me ir totalmente abaixo com uma aula, caramba, estou pior do que pensava. Auto-estima na lama confiança esfrangalhada, segurança a níveis negativos.


 

Comentários

  1. Abre a caixa e que várias maldições caiam em cima desse prof. 

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  2. Olha que não é mau pensado, não senhora. 
    O profe deve pensar que está a treinar profissionais para competições de dança. 

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  3. Ai, não desanimes! Há sempre aquela fase, quando estamos a aprender algo novo, em que de súbito nos deparamos com algo que achamos estupidamente difícil. Isso quer dizer que estamos ultrapassar a fase introdutória e a avançar de nível. O segredo é perseverança! Com a prática chegas lá! 

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  4. A questão não está na dificuldade em fazer os passos. A questão está que o estilo pretendido nada tem a ver comigo. Não é o que eu procuro na dança, não tem nada a ver comigo aquela postura de Mata Hari, viúva negra sedutora, femme fatale. É uma coreografia pensada para um espectaculo mas eu não ando ali para ser bailarina profissional. Nem eu nem ninguém. Portanto acredito mesmo que o professor está a conduzir a turma por um objectivo totalmente diferente e com o qual não me identifico e não me sinto bem.

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