Ele e eu = Nós

Ele é alto. Eu sou baixa.


Ele calça 46. Eu 35.


Ele é todo virado para o desporto. Eu nem por isso.


Ele tem pés de chumbo no que toca à dança. Toda eu sou dançante.


Ele adora jogos de computador. Eu adoro ler.


Ele adora carne. Eu prefiro peixe.


Ele adora bacalhau. Eu dispenso.


Ele não é fã de legumes. Eu como legumes a todas as refeições.


Ele detesta carne de vaca mal passada. Eu adoro uma boa posta mirandesa.


Ele detesta caracóis. Eu adoro.


Ele adora sobremesas de chocolate. Eu nem por isso.


Ele adora baba de camelo, natas do céu. Eu prefiro pudim e cheesecake.


Ele gosta de azul marinho. Eu gosto de roxo.


Ele gosta de thrillers e terror psicológico. Eu prefiro uma boa comédia.


Ele gosta de carros grandes. Eu de pequenos.


Ele gosta de telemóveis grandes. Eu de pequenos.


Ele detesta salas de cinema. Eu adoro.


Ele só usa um perfume. Eu vários.


Ele odeia história. Eu adoro.


Ele não gosta de estudar. Eu adoro.


Ele é racional. Eu emotiva.


Ele é calmo. Eu fervilho.


Ele é caladão. Eu falo pelos cotovelos.


Ele detesta tatuagens. Eu ainda não tive coragem de fazer a minha.


Ele adora cabelos compridos. Eu uso o meu curto há 3 anos.


Ele adora unhas compridas. Eu roo as unhas (ou vou roendo) e não as consigo ter muito compridas.


Ele adora gin tónico e whisky. Eu caipiblack.


Ele gosta de vinho tinto. Eu só bebo branco (verde, de preferência).


Ele adora coca-cola. Eu detesto.


Ele mal bebe água. Eu praticamente só bebo água.


Ele gosta de campo e montanha e rios. Eu adoro praia e mar.


Ele adora croissants recheados com chocolate. Eu prefiro a bola de berlim.


Ele adora After Eight. Eu detesto.


Ele só compra pastilhas de menta. Eu de morango.


 


 


E com tantos opostos, continuamos juntos, vai para 10 anos. E no nosso S. Valentim foi isto que celebrámos: jantámos, no sábado, num dos nossos restaurantes preferidos: ele bacalhau, eu espetada de lulas; escolhemos um filme (nunca é fácil chegar a consenso), uma mistura de thriller e policial e enroscámo-nos no nosso sofá. Porque a maturidade da relação pode ter atenuado o fogoso estado de paixão inicial, mas trouxe a tranquila serenidade de um amor seguro, forte, que tem saído reforçado das crises e tempestades, das dificuldades e das diferenças. 


De tão diferentes que somos, temos conseguido encontrar o nosso espaço comum. Com alguns tombos e encontrões, mas continuamos assim, de mãos dadas, seguros no que nos continua a unir. 


 


 


Post editado.


 

Comentários

  1. :)
    É mesmo nisso que acredito!
    Somos sortudas, que encontramos.
    Emobra eu tenha muita sopinha para comer... para chegar aos "teus calcanhares"!

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  2. Não tens de comer sopinha para chegar aos meus calcanhares. Tens de viver 10 anos de um amor  que amadurece com o tempo, que supera crises e tempestades, que consegue encontrar o seu lugar comum no meio das diferenças, que respeita as singularidades e gostos de cada um. Se sempre foi assim? Não. É todo um percurso que se vai fazendo com o tempo. 
    Bjinhos

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