A inocência perdida

Estive a responder a alguns mails de amigos da blogosfera que consegui avisar e que já estão aqui, na minha nova casa, comigo.


OBRIGADA!!!


 


Numa das respostas, acabei de escrever isto, e achei que devia partilhar com todos: 


Aprendemos com os erros. Este novo blog, que mudou de casa, de nome, de perfil, mas cuja essência se manterá porque não deixei de ser quem sou, definitivamente não vai ser dado a conhecer a estes amigos da vida real. Quando uma coisa destas nos acontece, parte da nossa inocência, ingenuidade quase pueril de quem acredita na bondade natural das pessoas, perde-se algures. 


 


Não andava muito inspirada para escrever, as publicações eram espaçadas no tempo. Como leitora também tenho andado ausente. Com esta pancada que agora apanhei, sinto um bloqueio enorme. Medo mesmo de escrever o que quer que seja. Uma simples citação que eu goste e partilhe pode ser alimento para mais um ataque ofensivo de pura estupidez. Não me presto a esse papel. 


Agora é este sentimento de constante sobressalto, de escrever e olhar por cima do ombro. Preciso de algum tempo para isto serenar. Se diluir no tempo. E voltar a acreditar que há pessoas de boa índole, que não distorcem nem deformam as minhas palavras, reflexo do que sinto e penso. 


 


Estúpida que sou, ainda pedi desculpa na semana passada. A sério. Nojo. Sinto tanto nojo. Mas como mexer em merda só faz com que seja eu a ficar com mau cheiro, para mim basta. Oh, puxei autoclismo. Agora é deixar que o cheiro passe.


 


Bora lá abrir janelas e preencher estas novas paredes com novas fotos, novos quadros, novas estórias, nova esperança.


 


 

Comentários

  1. Há que, como tu dizes, aprender.
    Reforçar a nossa personalidade, o nosso coração e carapaça!
    Conheço o teu "medo" e bloqueio.


    Só posso garantir que estou deste lado e essas pessoinhas que causam o desconfiar e o olhar por cima do ombro, não valem nem isso.


    Força!


    Beijinho grande,

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  2. Nunca li nada teu, vi que foste ler as minhas parvoices e vim ler o que escreves..mas te digo que com 4 meses de escrita, apanhei uma dessas pancada gigante no Natal. Costumo ouvir que " só se pica quem agulhas tem" e foi o que aconteceu, escrevi uma coisa, uma pessoa leu o que eu escrevi mas uma maneira diferente e 3 pessoas deixaram-me de falar ( familia ainda por cima) e pronto.. Mantive a minha postura, ainda pedi desculpa, mas depois pedi desculpa porque não devia ter pedido desculpa. Não se tem culpa quando as pessoas são estupidas e não sabem interpretar o português.


    Por isso compreendi o que quiseste dizer.
    Força ;)

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  3. São estes tropeções e estes pseudo amigos, que nos fazem abrir a pestana. Os cães ladram e a caravana passa, por isso minha amiga é altura de seguir em frente. Eu cá virei regularmente.


    Bjs

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  4. Eu sei que não valem. Deixar de escrever, fosse onde fosse, era calar-me e submeter-me a esta espécie de censura, tão ridícula como o árabe na conferência de imprensa do Vítor Pereira. 
    Mas para deixar de alimentar mentes deformadas, prefiro mudar de casa e deixá-los na pura ignorância. Não é para vir falar mal deles. É para eles não saberem nada de mim. Não têm de saber o que comi, a cor das unhas, se fui ao cinema ou dei um peido. Não têm de saber o que sinto ou penso. E há-de chegar o dia em que, olhos nos olhos, em bom português, daquele que não há margem para interpretações dúbias, os mando para o real c@r@lho. 


    Bjinhos

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  5. Quando as pessoas de má índole querem pegar, arranjam maneira. Até na cena mais inocente. Tudo pode servir de pretexto para a peixeirada, para alimentar intrigas e hipocrisias. Escrevemos alhos, entendem bogalhos e ficam como virgens ofendidas, com uma dor de corno tal que destilam veneno por todos os poros. Um dia engasgam-se com o próprio veneno, deixa estar.


    Bjinhos e força para ti também!

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  6. Se quiseres coro para dizer as asneiras, sabes que eu adoro dizer uma boa C*r*lh*d* ;)


    Beijinho,

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  7. Ou não fôssemos mulheres do Norte 

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  8. Desejo-te muita sorte nesta nova etapa, espero que este blogue seja uma experiência bem melhor do que a primeira. Gostei imenso do texto brutalmente sincero e intenso :)

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  9. Tens toda a razão. São estas pancadas que nos fazem aprender. Perde-se ingenuidade, ganha-se calo. Agora para a frente é o caminho e segue comigo quem realmente importa.
    Obrigada amiga! E rápidas melhoras para essa gripe.
    Bjinhos

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  10. Não foi o primeiro blog que foi má experiência. Antes pelo contrário. Adoro aquele blog e custa-me horrores deixá-lo. A má experiência foi confiar nas pessoas erradas. E não bastou cortar relações na vida real. (Per)seguem-me noutras vias, como o blog ou o facebook (o qual há muito que pouco publico precisamente para pouco saberem de mim), e aproveitam-se do que partilho para alimentar intrigas e dirigir ofensas. Adoro o meu primeiro blog. Mas não consigo ter a mesma liberdade expressiva para escrever lá o que quer que seja, e não consigo escrever de outro modo que não seja assim, a dar-me por inteiro. 
    A experiência maravilhosa do outro blog continuará aqui, sem censuras, sem medos de represálias infundadas. Não por covardia minha, mas porque quero preservar a minha integridade e sanidade. Escrever onde essas pessoas têm acesso é como dar pérolas a porcos (com todo o respeito pelo animal porco).
    Bem vindo à nova casa!

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