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A mostrar mensagens de junho, 2025

Sobre dar oportunidade

No verão passado comprei um vestido. Modelo midi, cintado, vibe pin up girl.  Não o usei. Hoje vesti-o pela segunda vez. Recebi elogios. E pensar que estive quase a despachar o vestido, como arrependimento de uma alegada má compra. Ainda bem que lhe dei uma oportunidade. Ao vestido e a mim. 

Silly Season

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Estou naquela altura do ano em que "deprimo" a ver as redes sociais. Época de férias para muitos, o tempo tem estado extraordinário para praia (até para as praias no norte) e eu aqui a definhar entre o horário de entrada e o de saída. Evito redes sociais. Não me apetece levar com as fotos das férias, pés na areia, corpos na piscina, vida em pausa para o merecido descanso. Bate a inveja por estar fechada no gabinete, a ver o verão pela janela. Depois penso que eu gosto de gozar as férias "grandes" no final do verão, quando já todos foram e voltaram e estão a deprimir com o pós férias... nessa altura vou eu meter nojo    Portanto, as minhas férias "grandes" estão marcadas para o final do verão. É esperar um pouco, que há-de chegar a minha vez. Até lá, usufruir o possível e não abrir redes sociais, para não ser acometida por invejite.  Curiosidade: exatamente há um ano atrás estava eu de férias, excecionalmente cedo, por motivos de mudança de emprego. E, cane...

So quiet

Almocei sozinha.  Ou melhor.  Almocei na companhia de um livro. Soube tão bem.   

Little things

As pequenas coisas podem ser tão especiais. Num dia particularmente estranho, as pequenas coisas podem ser uma lufada de ar fresco. Um incentivo. Um sinal que a vida, independentemente dos seus desafios, tem tanto de bom. Hoje, num destes dias em que o síndrome do impostor se instala, a dúvida sobre o meu valor aperta no peito, a ansiedade pelo que o futuro irá trazer entra sem pedir licença, saber que fui intermediária de adoção de 4 gatinhos resgatados da rua encheu-me o coração e deu-me esperança. Coisas boas acontecem. Pequenas coisas que dão colorido aos dias.  Hoje foram aqueles gatinhos que resgataram a minha esperança. E salvaram o meu dia. 

Oh monday

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Tenho sono. Temo ficar com alguma luxação no maxilar, tal é o bocejar constante. Hoje devia ser dia para descansar do fim de semana. O que por si só significa que foi um bom fim de semana.  Foi ótimo. Eu é que já devia ter juízo e lembrar-me que os 20's já lá vão e não se recupera de uma noitada com a mesma frescura de outros tempos.  Assisti a um concerto dos Morcheeba no sábado à noite, foi incrível. E depois do concerto, sem que estivesse previsto, acabámos a prolongar a noite para ver os Cromos da Noite , uma dupla de DJ's que até agora desconhecia, e da qual fiquei muito fã. Dancei, pulei, cantei... e fui a horas tardias para casa, para acordar afónica e com aquela sensação de ter sido atropelada por uma manada de elefantes.  Quase 48h depois ainda estou em modo zombie.  Se os 40's de agora são os novos 20's, por que raio ainda me arrasto depois de uma noitada? Falta de treino, será?   

Do arrependimento à reflexão

Aquele momento panela de pressão do qual me arrependi logo no segundo a seguir aconteceu em contexto profissional. Com a minha chefia direta. Sim, uma merda. Grave.  Admitir o erro, pedir desculpa e "andar na linha" fazem parte deste restauro do dano. E a reflexão sobre os gatilhos que ativaram as minhas feridas emocionais, e me levaram a um estado de raiva e frustração, é mais uma oportunidade para o meu crescimento e amadurecimento. Uma das reflexões leva-me ao lembrete de uma tomada de consciência: a de não tomar para mim as "injustiças" que vejo ou sinto. Não sou nenhuma justiceira, que defende os fracos e oprimidos. Se há pessoas incomodadas com determinadas situações, sejam adultas e falem. Tomar para mim as dores dos outros, a juntar às que eu própria já carrego, é uma sobrecarga demasiado pesada.  Olhar para o que me incomoda e irrita/tira do sério também é matéria para reflexão. Para que me serve essa irritação? Que poder ou importância estou a dar a determ...

Mais que arrependimento

Parte do meu fim de semana foi num estado de espírito mea culpa .  Falhei. Errei. Excedi-me. Não controlei emoções e tive um momento "panela de pressão". Admiti a falha. Pedi desculpa. E... e fiquei a sentir que não chega. Houve um dano e é preciso reparar esse dano. Espero ter a sensatez e sabedoria necessária para essa reparação. 

Reflexões de suma inutilidade

Um comentário deixado ontem lembrou-me de uma pequena irritação(zinha) que tenho.  E atenção, isto não é julgamento. Eu própria já cometi esta falácia.  Malta que está constantemente a escrever sobre o "escrever". Em como é importante, em como faz bem, em como é um sonho, em como precisa de escrever tanto quanto precisa de respirar... mas a falta de tempo, os horários, o trabalho, os filhos, as tarefas de casa, a falta de criatividade, o cansaço, se o que tem para escrever tem conteúdo que desperte interesse alheio, e todo um rol motivos de força maior (ou menor) que dificultam o escrever, tão necessário quanto respirar.    E nisto desenvolve-se todo um texto com parágrafos múltiplos à volta do processo de escrita que é tão desejado, dos obstáculos ao processo de escrita e por fim, todo um plano de reatar a escrita como quem faz a lista de objetivos para o ano novo (ir ao ginásio todos os dias é o escrever todos os dias para estas pessoas). Chego ao fim do texto cansada, como...

O regresso

Posso falhar, claro, como já falhei antes nas intenções de regresso a esta casa. O que difere das vezes anteriores é que, da vontade à determinação vai um pequeno grande passo, e sinto-me mais determinada neste regresso. Entre o querer e o escolher/decidir a diferença também é significativa. Querer, todos queremos muitas coisas. Escolher ou decidir impulsiona à ação, à concretização. Há muito que eu quero voltar. Agora escolho e decido voltar.  E tal como regressar a uma casa há algum tempo fechada, é hora de arejar e limpar. Estou a rever a lista de blogs que seguia. Para descobrir que uma boa parte deles não atualiza desde 2020, mais ou menos. Será uma consequência da pandemia? Ou a pandemia veio impulsionar ainda mais a atividade nas redes sociais, Instagram, Tik Tok e sei lá o que por aí há mais. A escrita caiu em desuso. Dá trabalho. Escrever e ler. O consumo de vídeos curtos em formato de stories ou reels acompanha o ritmo frenético que se vive. Conteúdos de rápido consumo, que n...

E como estou numa de nostalgia

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Tão bom que é reviver a emoção de receber um comentário no blog. 

Eu ainda sou do tempo...

Dou por mim a usar muito esta expressão.  Eu ainda sou do tempo em que não havia telemóveis. Ou internet. Redes Sociais?? Nem tal coisa se imaginava. E Inteligência Artificial? Isso era coisa de ficção científica, ao mesmo nível dos temas de alienígenas.  Eu ainda sou do tempo em que a bola Nívea na praia era o ponto de encontro. E ainda sou do tempo que não havia bolas de berlim na praia. Havia a batata frita pala pala, havia a bolacha americana, havia gelados da Olá. Ou da Camy. Eu sempre fui team Olá. Eu ainda sou do tempo em que havia dois canais de TV. Depois passaram a quatro. E foi a loucura passar a ter quatro canais disponíveis. Eu ainda sou do tempo em que entregava trabalhos escritos à mão na escola. E que modernice quando passaram a ser passados à máquina de escrever. Eu ainda sou do tempo das cassetes. E dos walkmans. Eu ainda sou do tempo em que não havia blogs nem journaling. Havia um diário, com um fecho manhoso que nada protegia os segredos que queríamos guardar. E, in...

Karate Kid: Legends

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Programa de feriado, ir ao cinema. Já não ia há algum tempo, e soube muito bem. Filme escolhido, Karate Kid. Como fã da saga, em adolescente tinha uma paixoneta pelo Daniel LaRusso. Depois passei para o Keanu Reeves e dura até hoje  O filme não traz novidades. E ainda bem. É uma sequência dos filmes originais, e uma sequência, diria, muito natural até, sem malabarismos e acrobacias inverosímeis para que as histórias se liguem, como vemos em tantas sequelas que fazem. É um filme sobre legado, tradição, família. Honra. É um filme de honra aos antepassados e ao conhecimento que passa de geração em geração. Os ensinamentos recebidos que são passados em frente, para que se mantenham vivos com o passar do tempo. O legado da ancestralidade que atravessa gerações. E é um filme de luta, que vai muito além das artes marciais. É muito mais sobre as lutas que valem a pena na vida. As lutas que se travam para não desistir e seguir em frente.  Aos fãs de Karate Kid que, como eu, viram a saga quando ...

Nostalgia

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Hoje surgiu, numa conversa de Whatsapp com uma amiga, o tempo em que escrevíamos assídua e regularmente nos blogs. Aliás, foi pelo blog que nos conhecemos e a amizade perdura até hoje. Bateu uma saudade desse tempo. E uma vontade de regressar a este espaço, apenas para escrever, porque sim, porque se gosta e faz sentir bem. Os blogs estão obsoletos, bem sei. E provavelmente é o que me faz ter mais vontade de regressar.  Ficou aqui uma sementinha a germinar.   Grata por isso