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A mostrar mensagens de abril, 2020

Últimas duas leituras

Luís Miguel Rocha é um autor internacionalmente reconhecido, infelizmente faleceu demasiado cedo.  A temática da sua obra centra-se no Vaticano e nos jogos de poder, corrupção e espionagem nos bastidores da Igreja enquanto instituição. Até onde são capazes de ir para esconder segredos que podem pôr em causa os dogmas universais que sustentam a religião católica e o poder do Vaticano?  Dos quatro livros publicados em vida, li agora os dois que ainda me faltavam. Falha minha, não li pela ordem de publicação (o que recomendo). Não torna a leitura difícil, mas se há um evoluir das personagens que são transversais aos livros, é normal que ao ler por ordem inversa, saiba de coisas antes de conhecer o antes e o que pode ter levado ali. Além disso os livros estão escritos pela ordem cronológica da História.  Bem, a ordem de publicação: 1. O Último Papa 2. Bala Santa 3. A Mentira Sagrada 4. A Filha do Papa A ordem pela qual aqui a menina leu. A Filha do Papa, O Último Papa, A Mentira Sagrada e ...

Quarentena: dia 35

Ontem terminei o dia com febre, deitada no sofá com tremores de frio. Nem exercício físico, nem jantar nem nada. O homem fez o jantar mas eu só consegui comer sopa. Um banho bem quente, um chá e um brufen no bucho, cama. Vida cheia de glamour, portanto.  Acordo sem febre, mas com uma dor de cabeça do raio. Outro brufen no bucho com o pequeno almoço. E a triste ideia de abrir um link de uma "notícia" que confirma aquilo que o meu bom senso já previa: praia este ano? Só por um canudo. Isto claro está para as pessoas que estão a cumprir com as medidas propostas para controlo do contágio. Para as egoístas vai haver um verão com direito a tudo. Depois em setembro se verá a segunda vaga de contágio por covid-19 (que aliás está previsto).   Mudando de assunto, sugestões para aproveitar sobras de carnes de churrasco? Tenho ali carne grelhada que sobrou do churrasco de domingo e hoje o jantar será gourmet: restos! A via mais fácil? Aquecer a carne, fazer um arroz e uma salada e siga. ...

Quarentena: dia 34

Sexta jantei sushi. Abençoado serviço de take away do restaurante onde habitualmente vou ao sushi. Sádado foi dia de limpar e arrumar o "palácio". E também de andar de catalógo Ikea online numa mão e a fita métrica na outra. No carrinho de compras já constam alguns artigos... encomenda por submeter. Estamos em período de reflexão. Domingo aproveitou-se o bom tempo e foi dia de churrasco com direito a caipirinha. Vive-se dentro de portas, tentando trazer algum do mundo lá fora cá para dentro. Vai-se, assim, tentando fintar esta quarentena, este isolamento e distância social. Mas há sinais de cansaço. De desanimo também. Por aqui mantêm-se as regras de confinamento e lá fora parece que foi dada ordem de soltura, é só pessoas na rua, a passear ao sol, famílias de quatro elementos a irem para o supermercado, crianças sem máscara, encostam-se ao balcão da caixa, mãos, queixo, provavelmente boca (desabafo de uma pessoa amiga que trabalha num destes postos de trabalho e tem de ver c...

Efeitos da quarentena

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Comprei uma batedeira.  Que a nossa senhora das calças de ganga me proteja 

Devo preocupar-me?

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Soa estranho quando, hoje, acordo com aquele "típico" pensamento de outrora, quando o despertador toca e ouve-se um pequeno dilúvio lá fora: ai, ficava tão bem a dormir, mas tenho de ir trabalhar. Não me apetece nada. Tudo isto é verdade, mais ainda depois de uma noite que fui assaltada por uma insónia nada fofinha que não me deixou pregar olho. Agora o trabalhar é ir ali para a divisão do lado. Até podia levar o edredão atrás de mim... não tenho propriamente de enfrentar o dilúvio, que normalmente é o bode expiatório para não apetecer ir trabalhar (= sair de casa). Acho que esta realidade paralela, fruto da quarentena, já se está a entranhar nos neurónios duma pessoa. 

Pensamento do dia

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Com pronúncia do norte... e humanidade!

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Há muito tempo, long time ago , que este canal não conta com a minha audiência. Mesmo quando faço distraidamente zapping para ver o que está a dar, continuo suficientemente atenta para passar à frente do botão 4.  Não fiquei muito surpreendida com o sururu que se levantou nas redes sociais a propósito deste "erro grosseiro". Exemplos destes são os que validam a minha opção de nem sequer ver tal canal que prima pelo mau jornalismo, pouco profissionalismo, ética duvidosa e nada nada nada imparcial. Mas já diz o ditado, falem bem ou mal, o importante é que falem. E é assim que este canal anda sempre nas bocas do povo. Lamentável. Não queria comentar. Queria manter a indiferença que mantenho para com esta estação de televisão, num sentido ato de desprezo. Prefiro ver o trash tv da TLC, a ver o que seria suposto ser um serviço informativo de qualidade. Alguma, pelo menos. Não queria comentar para não ser mais uma a alimentar este erro de semântica que vem levantar as hostes da s...

Quarentena: dia 28

Isto de ter um fim de semana de cinco dias é muito bom. Cinco dias inteiros para estar em casa. Se tivessem avisado mais cedo da tolerância de ponto, talvez eu tivesse conseguido reserva no Algarve, assim já estava tudo cheio, não deu. Que fiz eu em cinco dias? Ora, vegetei no sofá e vi filmes. Fui atrás do sururu das redes sociais e fui ver o filme turco que anda a dar que falar, e chorar: O Milagre da Cela 7.  Se me puxou à lágrima, sim, mas tal como aconteceu com o Titanic que era tudo numa choradeira pegada e eu ali, de olhos lacrimejantes a olhar à minha volta sem perceber porque choravam copiosamente: seria o naufrágio, as centenas de mortos, ou seria apenas e só o Di Caprio ali congelado a afundar enquanto a porca da Winslet ficava em cima da porta (diriam as más línguas que isso aconteceu porque ela era magra, se fosse agora ia logo ao fundo... mas o argumento seria igualmente válido para o Di Caprio. Se fosse agora ele nem chegava a congelar, ia logo ao fundo). Bem, deixando o...

Quarentena: dia 21

Três semanas. Ainda não cortei os pulsos. Nem me atirei da janela (também não ia longe, que o RC não está longe do pavimento). Os dias vão passando numa falsa rotina. Horário de trabalho a cumprir (tem havido uns lapsos, entrar tarde ou sair mais tarde para não deixar coisas a meio) e depois, bem depois perdeu-se um bocadinho o controlo. O que estava como tempo para exercício físico e ainda sobrava tempo para relaxar antes de fazer o jantar, agora está mais numa de sai da cadeira do escritório, vai para a cozinha e começa a preparar o jantar, estou estupidamente cansada que só quero comer e ficar a vegetar em frente à TV enquanto passam os episódios diários de duas séries que ando a (re)ver. Não ajuda o tempinho de chuva que me põe num estado anímico igual a uma cenoura. Murcha. Com a chuva nem ao terraço posso ir uns minutos sentir ar fresco na cara e levar com o sol nos olhos. Com a chuva adormece o urso polar que habita dentro de mim, e só tenho vontade de também ir ali para o sofá ...

Quarentena: dia 15

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Ontem foi um dia de trampa. Chuva, frio (muito frio), um humor de caca. Ontem estava boa para me enfiar debaixo de uma manta e hibernar. Felizmente hoje o humor está melhor, o tempo também. Tenho a janela do escritório um pouco aberta, pelo que ouço facilmente o que se passa na rua. Seria de ouvir silêncio, quando muito os sons da natureza primaveril. Só que não. Ouço pessoas. E uma teve o desplante de dizer: está bom para andar na rua (deduzo que se tenha cruzado com alguém conhecido). E é isto. Tivesse eu um balde de água aqui à mão e era logo pela janela, sem dó nem piedade. Vou achar que sou supé influencer e as marcas ouviram-me. Agora as newsletters são sobre a tendência fato de treino e até já criaram um separador #stayhome, com propostas várias de modelitos. Eu até percebo, lojas fechadas, o prejuízo, faturação a cair a pique, têm de recorrer a estratégias para colmatar a quebra das vendas. Só compra quem quer... As newsletters das marcas a apelarem ao consumo, eu ainda entendo...