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A mostrar mensagens de novembro, 2019

(Des)Ilusões

As pessoas desiludem.  As pessoas magoam.  E dias há, como hoje, que o meu maior desejo era ser náufraga numa ilha perdida algures no oceano.   

Pensamento do dia

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Work in progress   

Nem de propósito...

Escrevia eu este texto e foi publicado um artigo de opinião na NiT que vale a pena ler (para quem segue o programa, claro).  Ora cá estão elencados bons argumentos que justificam o porquê do programa australiano ser muito melhor que o nosso, a começar logo pela própria postura de quem se candidata e vive efetivamente isto como uma experiência social. Por cá, resta continuar a seguir a saga dos casais, sobre os quais partilho aqui uma fantástica resenha:  “Casados à Primeira Vista”: alguém percebeu aquela história do Zé Pedreiro e do Anjo?  

Pensamento do dia

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Casados à primeira vista (ou como as versões portuguesas estragam sempre o fundamento original de determinados programas de sucesso mundial)

Tenho por começar a dizer que já conheço o programa versão australiana bem antes de ter havido a primeira edição em Portugal. Um dia, a fazer zapping na hora de almoço, parei na SIC Mulher e fiquei meia abismada a olhar para aquilo que me parecia, e se confirmou, ser um programa onde estranhos se conheciam no altar. Lembro-me de ter ficado tão aparvalhada, a pensar "que raio haviam de inventar para programa" que fiquei a ver, como quem esfrega os olhos para ter a certeza que está a ver bem. Resultado? Primeiro estranhei e depois entranhou. Fiquei viciada no programa e segui umas três temporadas seguidas, a última não consegui ver com regularidade, mas fui acompanhando.  Depois veio o português. E pensei: lá vêm estes estragar tudo.  Bastou ver o primeiro programa para achar que, efetivamente, o português comparado com o australiano era uma "palhaçada". Pouco vi da 1ª temporada, sendo que o que vi era inevitavelmente o que ia sendo partilhado e comentado nas redes so...

Ainda não tinha falado por aqui do filme "JOKER"...

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Imagem retirada da net, texto e montagem meus no Instagram "Sou responsável por aquilo que digo, não pelo que os outros entendem". - lembrei-me desta espécie de "frase feita" (e que contém tanta verdade) por causa do filme Joker. Anda nas bocas do mundo. Há quem adore, há quem critique e ache o filme um incentivo à violência. Ora, pude ouvir ao vivo e a cores durante o intervalo do filme comentários do género: "que seca; daqui a nada adormeço; mas quando é que aparece o Joker?". E isto é tão simplesmente a prova das mentes pequeninas que vão assistir a um filme destes à espera de ver sangue e cabeças a rolar. A essência do filme não é o Joker (enquanto vilão, aquele que conhecemos dos filmes do Batman). A essência do filme é como e por que "nasceu" o Joker. E isso é um dedo bem espetado na ferida de uma sociedade egoísta, cheia de moralismos hipócritas e valores ocos.   O texto e imagem acima foram a minha reação quase imediata, a sair da sala de...

Leitura de Outubro

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Depois de uma leitura voraz do último livro da saga Sebastian Bergman , fui à minha "prateleira da vergonha" ver qual seria o seguinte. Para garantir que não me desiludia, missão quase impossível depois de mais uma incursão intensa no universo de Sebastian Bergman, escolhi O Último Papa de Luís Miguel da Rocha. É de lamentar que um escritor português tão promissor nos tivesse deixado tão precocemente. Tem uma escrita muito cativante, na sua obra demonstra um interesse particular pelo Vaticano e todos os segredos escondidos ao longo dos séculos, teorias da conspiração e o recurso a meios muito duvidosos que justificam o fim de manter a Igreja e os seus dogmas intactos.  Pelo que percebi eu comecei pelo último livro do que parece ser uma saga (pelo menos tem personagens transversais e há uma certa linha cronológica). Comecei pel' A Filha do Papa , que parece ser o último (publicado) desta sequela. Como gostei, regressei ao autor e ao que será o primeiro livro da saga. Nest...

Altos e baixos, tempestades e previsões de bonança

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Eu sei, eu sei, ando meia ausente, incerta por estes lados, e quando venho é quase sempre em lamúria por um ano fodido que está a ser 2019. E dizer fodido é ser simpática. No entanto, e dando uma de Gustavo Santos, o guru dos clichés, eu posso não controlar o que acontece, mas está nas minhas mãos decidir que importância dou ou o que faço em relação ao que acontece. É o meu poder. E é um poder do caraças, digo-vos já. Por que isso implica tomar as rédeas da vida que é a minha e só minha, da pessoa que sou eu e cujo bem estar depende inteiramente de mim, e só de mim.  2019. Um ano marcado por falecimentos (a avó do Gandhe, o pai de uma amiga muito próxima, e o mais recente o meu avô paterno ). Um ano marcado por doenças graves de pessoas ou familiares de pessoas que me são próximas ou extremamente especiais para eu sentir a dor que elas sentem e estar aqui, muitas vezes sei lá como, para lhes dar o apoio que necessitam. Um ano que, em pouco tempo, a mãe dele foi fonte de aflições e preo...