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A mostrar mensagens de julho, 2019

Deve ser um método da Marie Kondo que desconheço

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Sabem as influencers que nos ensinam, dada a sua vasta experiência em viagens, a levar o indispensável numa mala? Sabem? Então como é que depois há fotos com 47 biquínis diferentes, 28 fatos de banho, 76 outfits todos diferentes, e quase outros tantos pares de chanatos, e tudo isto para uma "escapadinha de 3 ou 4 dias"? Dúvidas de quem ainda quer acreditar com muita força que dentro de dias vai de férias e tem uma mala de viagem para fazer para 10 dias. 

Só falta a coragem de enfrentar as agulhas

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Não é de agora que tenho ideias de fazer tatuagens. Gosto das pequeninas, das que são apenas um desenho delineado, pretendo em sítios discretos, onde só se vêem ocasionalmente. E obviamente que tenham um profundo significado, já que são para a vida. Então, e reza a lenda que têm de ser em número ímpar, cá deixo as minhas escolhas para o meu top three.  Adoro esta Fénix estilizada. E exatamente neste sítio.  Para o pé tive várias ideias, mas quando vi esta foi assim a coisa mais fofa que achei para tatuar no pé. Serei uma eterna cat lover. Não tem como me cansar dela.  Para o pulso também não faltaram ideias. Foi muito mais difícil escolher para este sítio. Mas gostei muito desta: a silhueta de um gato com o símbolo do infinito. É o chamado "é a minha cara".    

Nuvens dissipam-se devagarinho

Há uma coisa que vou repetindo a mim mesma nos momentos de crise, aqueles em que o mundo parece que desaba sobre os nossos ombros e nos esmaga: por vezes o melhor sítio para se estar é no fundo do poço, porque dali só para cima. E é isto. É tão isto que há em mim. Vou suportando até não aguentar mais. Entro em queda livre e bato no fundo do poço. Às vezes é um fundo falso, porque cai mais um bocadinho, e mais um bocadinho e quando acho que já lá cheguei, ainda não. Já por aqui escrevi e desabafei, lê quem tem paciência, quem quer, que o primeiro semestre deste ano foi negro, numa espiral descendente. Um acumular de tanta coisa, outras tantas à minha volta que me afetavam e me absorviam toda e qualquer energia. E chegou aquele dia do BASTA! Do atirar-me da ponte e vai dar onde tiver de ir dar. Há umas semanas acabei com o Gandhe. Foi um término de horas, diga-se... mas não deixou de ser aquele murro na mesa, ou no estômago, ou no cérebro. Aquele balde de água bem fria para ver se acorda...

Ando nisto há mais de um ano, e agora virou tema que anda de boca em boca

Cristina Ferreira, goste-se ou não se goste, é uma mulher multifacetada, inteligente, empreendedora e indiscutivelmente uma figura pública que todos os dias está sob o escrutínio dos telespetadores e do público em geral (era das redes sociais). Ora, Cristina vem a público escrever este Tem Dias . E estes dias são os dias de muitas de nós, mulheres, que andamos numa correria no dia a dia, enfrentamos horários, tarefas múltiplas, preocupações várias, o stress é o pão com manteiga do dia e o descanso é um luxo a que poucas têm acesso.  O stress tem implicações nos meus níveis de cortisol e o meu corpo reage imediatamente. O que é que isso quer dizer: um dia bem, o outro inchadíssima, um dia magra, um dia com mais três quilos, um dia não mostras os braços, no outro as pernas, agora usas um vestido largo para não se ver a barriga, come porque não vale de nada não comeres, vai ao ginásio mas o músculo não fica. Para quem quiser recordar o meu testemunho em outubro do ano passado, aqui está e...

O Boneco de Neve (ironicamente lido no suposto verão)

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  Primeira quinzena de julho e despachei o thriller que tornou Jo Nesbo conhecido do grande público: O Boneco de Neve.  Percebi logo que este livro não é o primeiro de uma saga (parece que é o sétimo). O protagonista, o detetive Harry Hole, tem toda uma história passada, que não sendo difícil de perceber ou acompanhar, o certo é que acredito que, para quem não leu os anteriores livros, há detalhes e pormenores que passam ao lado. Nada que seja determinante na compreensão do enredo, mas para quem gosta, como eu, de conhecer os ínfimos detalhes, confesso que fiquei ali um pouco curiosa e inquieta por saber mais. Adiante. O Boneco de Neve é um thriller (nórdico) que prende o leitor. Impressiona pelas descrições gráficas e sem eufemismos. Um assassino verdadeiramente assustador e impiedoso, que mais parece um fantasma, dada a escassez de pistas que deixa à polícia, num jogo macabro de psicopata inteligente que finta tudo e todos.  Confesso, e não estou a armar-me aos cucos, que desconfiei ...

Aura negra

Há cerca de duas semanas disseram-me que eu andava com uma aura negra. Apercebi-me que raro era o dia em que não havia alguém a perguntar-me se eu estava bem, embora a resposta estivesse estampada no meu rosto. Uma colega apanhou-me a chorar na casa de banho do trabalho. Deu-me a mão e disse: se quiseres falar... e deixou-me sozinha, porque percebeu que era assim que eu queria estar. Dou por mim a lembrar-me dos versos de uma canção: porque eu só quero ir aonde eu não vou, porque eu só estou bem onde eu não estou , como se estes versos fossem o eco do meu íntimo. Quero estar em qualquer outro lugar, e sei que chegando lá, quereria outro.  Recentemente fiz um exercício de reflexão, o balanço da primeira metade do ano. Talvez esse pequeno exercício me tenha ajudado a desbloquear qualquer coisa aqui dentro. Talvez porque pus para fora o que me sufocava cá dentro. Se está tudo bem comigo? Está. Vai estando. Em análise são problemas comuns, ordinários desta vida de adulto, que está longe de...

Leitura inspiradora

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Ainda não tinha vindo aqui partilhar a minha leitura de junho. Decidi fazer uma pausa nos thrillers, e depois de ter lido mais histórias inspiradoras e encantadoras de um gato muito especial e mundialmente conhecido,Bob , olhei para a minha pilha de livros por ler e este, aquisição recente, saltou-me à vista. Porque não continuar com gatos e suas histórias inspiradoras? Afinal estou a precisar mais disso do que propriamente de histórias de serial killers, psicopatas e investigações criminiais que são (ou não) uma quebra-cabeças. Então, voltei a uma histórica verídica, escrita na primeira pessoa, a mãe de um rapazinho autista, com enormes dificuldades de socialização e outros tantos problemas. É um relato sentido, genuíno, o sofrimento de uma mãe que tudo quer fazer para ajudar o filho, e a frustração em que tantas vezes se encontra por não encontrar soluções. Um dia lembra-se que talvez, um remoto cético talvez, um gato fosse um bom amigo para o seu filho e o fizesse sair da sua bolha....

Pensamento do dia

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Pensamento do dia (e uma espécie de balanço do primeiro semestre)

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Dia 1 de julho. Metade do ano já se foi. Anseio pelo verão que poucos sinais ainda deu de si. A única coisa que já fui fazer à praia foi ir até à esplanada, um dia chovia, no outro estava um vento frio que não se podia. Quando daqui a exatamente um mês for de férias continuarei com esta cor de posta de pescada cozida, porque os fins de semana de julho já estão todos preenchidos na agenda, e pouco ou nada resta para uma fugida até à praia, só para estender a toalha e apanhar uma cor. Em boa verdade se diga, olho pela janela e mais parece que vai chover. Continuo a usar roupa meia estação e dias há que rapo frio.  O primeiro semestre do ano resume-se a duas simples e curtas palavras: uma merda! Têm sido golpes atrás de golpes. Doenças, mortes, acidentes, chatices, frustrações ao rubro, revoltas engolidas que agora se soltam num vómito descontrolado. Sinto-me totalmente esgotada. Sem paciência para nada nem ninguém. Alguém, por favor, me leve para uma ilha deserta?! Se bem que no estado e...