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A mostrar mensagens de setembro, 2018

A solidão que dói

Estava de férias quando, abalroada pela notícia da minha amiga , decidi agir em vez de permanecer no “eu gostava, um dia eu vou…”. Procurei informações, liguei, e soube que afinal eu não precisava deslocar-me a outra cidade para me inscrever como dadora de medula. No mesmo dia tornei-me dadora de sangue e de medula. Fiz testes, preenchi questionários, tive uma consulta médica, fui logo para a doação de sangue, onde me deu um fanico (tensão baixa é assim), e saí de lá com um orgulho (e braço dorido) de dever cumprido. Mas quase fui barrada logo na primeira fase de seleção. No questionário para dador de medula, mesmo no fim, eram solicitados dois contactos de emergência. Preenchi o primeiro com os dados do Gandhe. Deixei o segundo em branco, achando que era opcional. Só que não, e só aceitavam a minha humilde candidatura com preenchimento de um segundo contacto. Para a grande maioria das pessoas isto é simples e corriqueiro, até devem sobrar opções de preenchimento. Há pai, mãe, irmãos, ...

Pensamento do dia

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Desafio...

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... até ao fim da música, em quantas pessoas pensaram, assim daquelas que vos deixam com tolerância zero?! Bom fim de semana!! 

Pensamento do dia

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Estórias e cenas tristes do espectro profissional deste Portugal (sub)desenvolvido!

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Há um ano e tal atrás mudei de equipa de trabalho. Mudei de funções. Dei uma volta de 180º. O desafio era enorme. Assustou-me. Nem tanto o desafio em si, mas saber que o apoio seria pouco ou nenhum, que teria de enfrentar muitas dificuldades sozinha, que teria de aprender muita coisa em pouco tempo, que teria de aguçar sentido crítico, capacidade de análise. Tive muito medo de falhar. Ainda há dias em que esse medo vem e atrapalha. Mas um ano e meio volvido, e sabendo que ainda há muito a aprender, a estudar, a analisar, a evoluir, caraças, também há aqueles dias em que me faço ouvir, em que questiono, em que dou voz ao sentido crítico sem medos, em que quero ir mais além do que foi indicado, porque acho que é insuficiente... há dias em que defendo as minhas ideias à hierarquia superior e sou questionada. Tenho de fundamentar. Justificar. Argumentar. E caraças, se não fico com uma pontinha de orgulho quando, mesmo depois de porem em causa o que estou a dizer, acabam por me dar razão. A...

Fico com uma neura!

Sabem aqueles dias em que uma pessoa não pára, come fora de horas, porque perde noção do tempo e só se dá conta porque o estomâgo grita no vazio, passa o dia a saltar da cadeira para ir acudir outros fogos, sai tarde e más horas e chega ao final e, em retrospetiva, não fez merda nenhuma?! Um minuto de silêncio pela minha segunda feira perdida...   

Pensamento do dia

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Regressos

Setembro é mês de recomeços. Não vou ser mais uma a falar do assunto que esgotou logo ao segundo dia do mês. Este ano, como tirei férias na segunda quinzena de agosto, setembro foi efetivamente o regresso às rotinas, ao trabalho, aos horários. As aulas de cardiofitness recomeçaram logo na primeira semana, esta semana regressei também às danças, os dias ficam mais preenchidos e mais pequenos. Literalmente.  As férias deixam saudades, claro, mas também é boa esta sensação de voltar a casa e sentir que a vida prossegue no seu ritmo rotineiro, numa sucessão de horários e atividades previstas e programadas. Daqui a dias já estou a maldizer a correria e o stress, os horários apertados e a rogar-me pragas por querer meter-me em tudo e achar que tenho tempo para tantas atividades. Por ora, vou desfrutar deste breve momento zen, em que me sinto a voltar aos meus lugares comuns.  

Ca nervos!

Sabem quando há um lugar de estacionamento vago, daqueles que vos dá mesmo jeito? Sabem quando há um imbecil estacionado em segunda fila, mesmo na direção desse lugar de estacionamento vago? Pois, é o chamado empata-fodas. Nem coiso, nem sai de cima.  

Na ordem do dia

Hoje só se ouvia a pergunta: sentiste o sismo ?  Entre uns sins, nãos, nem me apercebi, mal dei conta, ah sim senti... eu respondia: estremeci quando o despertador tocou. Conta?    

Leitura das férias

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Não é a primeira vez que escolho Joanne Harris para leitura de férias. Nas férias quer-se algo leve, algo que nos faça sonhar, suspirar, algo que nos transporte para outros lugares, de preferência encantados.  Vinho Mágico  foi a escolha. E que escolha... Quero acreditar que o universo me levou a escolher este livro para estas férias especificamente. Numa altura em que luto contra a ansiedade que o trabalho me provoca, numa altura em que me debato com uma infelicidade no emprego que me angustia e me tira o sossego, eis que leio uma história sobre um escritor em crise, com um bloqueio criativo que lhe tira o sentido da vida, da existência, ao mesmo tempo que se debate com memórias de uma infância peculiar e do seu amigo muito sui generis ,Joe, que um dia desapareceu e o deixou com aquela sensação de abandono e vazio.  Num impulso decide mudar-se de Londres para uma pequena aldeia em França, Lansquenet, a mesma aldeia que serviu de cenário a Chocolate, e onde vamos reencontrar algumas d...