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A mostrar mensagens de março, 2017

Pensamento do dia

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Two months of sleep...   

Pandora de rastos

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Se há adjetivo que me define nas últimas semanas é cansada. Íssima. Hoje passou de nível: ESGOTADA. Hoje saí às 20h45. Tinha dito ao Gandhe que hoje tinha reunião de equipa, que deveria estar em casa às 20h15. Pois sim. Ele bem que enviou sms a pedir que eu avisasse quando saísse para pôr o peixe a grelhar. Ainda bem que o fez, senão comia o peixe frio. Estava a enviar-lhe sms a avisar que estava a sair e recebo um eufórico telefonema sobre um jantar que estava combinado para dia 22 de abril, sábado. Apeteceu-me cortar os pulsos. Amanhã tenho um jantar de despedida de um colega de trabalho (da minha anterior equipa) que se reformou. Nem imaginam o esforço que tive de fazer para dizer que sim. Porque tenho tanta vontade de ir como de furar os olhos com um prego ferrugento. Sinto-me tão esgotada, mas tão esgotada que só quero sossego. Que me deixem em paz, que me esqueçam, que me deixem dormir, estar sozinha, em silêncio, sei lá. Odeio sentir-me assim. A falhar completamente com as pesso...

Ondas de Calor

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Sou fã da série Castle. Vi todas as temporadas, todos os episódios, e tive muita pena que a série tivesse acabado, até porque aquele final arranjado às trêss pancadas em cima do joelho deixou muito a desejar. Gostos são gostos, por isso fico sem perceber como continuam com séries como Walking Dead (grande vómito), e o meu divertido e adorado Castle foi às urtigas. Gostos.  Fiquei aos pulinhos quando soube que os livros que o Castle escreveu ao longo da série ganharam forma na vida real. Ondas de Calor  foi o primeiro, miminho do Dia dos Namorados do Gandhe que, numa tentativa de ser romântico e fazer um trocadilho, escreveu na dedicatória que era para me aquecer as tardes de inverno no sofá.  Sobre o livro, foi lido a um ritmo inconstante, ao sabor da minha disponibilidade e vontade, que já perceberam tem andado pelas ruas da amargura nos últimos tempos. Ainda assim, quando lhe pegava queria sempre mais. Tal como quando via os episódios. Era só mais um, a seguir ao outro, sempre que po...

Autocensura

Escrevi um longo post, literalmente a vomitar os dramas que me invadiram a vida e me derrubaram a paz nas últimas semanas. Escrevi num frenesim de quem quer expurgar as preocupações, as ansiedades e os medos. De quem quer, desesperadamente, voltar a ter controlo sobre a vida, acreditar que tudo vai correr bem e resolver-se. Que entre mortos e feridos, hei-de escapar. Que os planos e projetos que desenhámos no arranque do novo ano não estão, de todo, perdidos. Ainda que os tenhamos de reformular, refazer, redefinir, sim é possível lutar por eles.  Mas está ali, guardado nos rascunhos, sem coragem de o publicar. Já desabafei inúmeras vezes sobre estórias dos meus dias, das minhas tristezas e preocupações, das minhas dores e angústias. Mas são as minhas estórias, se publiquei publicamente, foi sobre mim e foi decisão minha expor-me. Desta vez não sou a protagonista. Sou um dano colateral, e por isso está a custar publicar algo que envolve outras pessoas, ainda que sob anonimato, ainda que...

Pensamento do dia

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Já se acabou a isenção do IMI

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E depois de me sair um foda-se bem expressivo, ainda que pouco libertador, penso que se atualmente num T2 tenho de pagar aqueles valores, que valores teria de pagar se avançasse daqui a um ou dois anos para a compra de uma moradia. Safoda a moradia.  Ah, mas uma moradia é mais... é mais, pois. Mais espaço para arrumar, limpar e acumular tralha, mais despesas e gastos, mais trabalho, mais impostos. Sonhamos com uma moradia com jardim, zona lounge com churrasqueira para umas belas churrascadas e tardes de puro deleite. Sim, a expetativa. A realidade é andar a cortar relva, limpar, arrumar, regar, varrer.  Ainda me estou a tentar recuperar do susto que levei quando vi o valor do IMI para pagar. Mas que já serviu de um belo de balde de água fria aos sonhos/projetos para o futuro, já. E ando numa fase em que é notícia de merda atrás de notícia de merda.  A sério, vai dar para respirar em breve, ou ainda vem aí mais merda?  

Untitled

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Qualquer semelhança não é mera coincidência

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Karma is a bitch, take 2

Na quinta abri a newsletter da Mango. Promoções primavera. Os botins pretos que tinha guardado na wishlist estavam em promoção. Bolas, uns botins pretos como eu procuro, em pele, por 29,99€ não pensei duas vezes. Safoda, encomenda feita, pagamento feito. Aguardava mail para os ir levantar à loja. Pois que no dia seguinte recebo um mail, sim, mas de aviso de reembolso feito. WTF??? A porra dos botins no tamanho 35 ficaram indisponíveis. É a primeira vez que tal acontece com encomendas online na Mango, e confesso que sou cliente habitual. Mas pronto, uma falha na gestão de stocks, mas o reembolso foi de imediato feito, menos mal. Fiquei foi sem saber se havia de rir, chorar, dizer palavrões... ou chorar a rir enquanto proferia impropérios. O karma não quer mesmo que eu gaste dinheiro. Está visto. Resta saber se a mensagem que me recuso a ler na subtileza das entrelinhas é que eu não posso gastar dinheiro comigo porque me espera uma bomba relógio nas mãos que me pode pôr a gastar (muito) ...

Pandora Kahlo

Se há coisa em que sou muito comichosa é com pêlos. Odeio pêlos. Onde pude, já fiz laser e já me livrei da grande maioria. Mas as sobrancelhas são aquele calcanhar de Aquiles, não encontrei sítio que as faça a laser, o motivo é óbvio: segurança. Então resta-me a pinça, esse fabuloso instrumento de tortura chinesa. Problema n.º 1: odeio pêlos, logo ando sempre de pinça na mão a tirar os sacaninhas que aparecem fora das sobrancelhas delineadas. Problema n.º 2: volta e meia lá vou fazer as sobrancelhas à esteticista, para ficarem bem feitinhas, mas como ando sempre a arrancar pelitos que vão nascendo, a coisa controla-se até certo ponto. Problema n.º 3: perco o controlo quando os pelos começam a aparecer desenfreadamente, que eu sou moçoila de sobrancelhas fartas, e já não consigo arrancar só um pelito ou outro. Não, eu armo-me de pinça em riste e vá de desbastar. Problema n.º4: por norma, o meu frenético desbastar dá merda, ou para ser mais explícita, é normal acabar com as sobrancelhas ...

Luz ao fundo do túnel

Hoje até me sinto uma pessoa normal, ou de volta à normalidade da minha vida. Saí a horas. Cheguei a casa, temperei umas pernas de frango, deixei no forno enquanto fui à minha aula de cardio fitness. Regressei da aula, Gandhe tinha posto o olho ao assado e acabado o jantar. Jantámos. Arrumámos cozinha, tratei dos gatos, liguei o computador e fui aproveitar as promoções de primavera da Mango ( botins pretos a caminho). Agora estou aqui a aproveitar esta sensação de calmaria antes de ir tomar um bom banho, vestir o pijama e quem sabe, pegar no livro e avançar umas páginas.  Tão simples quanto isto. Sentir que tenho tempo para tudo: trabalho, coisas de casa, para mim, para os meus. Sentir-me relaxada, sem aquele constante sobressalto, com a cabeça a mil a pensar em tudo o que tenho em cima da secretária para dar resposta. Sem culpas de não ter feito mais, sem medos por não ter feito melhor, sem frustração por não conseguir fazer tudo. Que seja o primeiro dia deste regresso à normalidade....

Pandora, a sebastianista!

Longe de associar o epíteto do título ao messianismo. É mais esta a alegoria: Pandora, a desaparecida em combate que regressa num fim de dia nublado, a adivinhar chuva. Tempestade da grossa.  Sim, estou viva. Ninguém diria. Eu bem que podia ser contratada para o elenco de Walking Dead, o que eles poupavam em caraterização. As olheiras assustam, a pele anda pálida, nem o BB Cream com umas pinceladas de pó bronzeador disfarçam a palidez da minha figura. Mas pronto, como fui pintar o cabelo no sábado e mantenho o vermelhão , a pele deve achar que ruiva à séria é cara pálida. Num todo, sou uma figura esquálida. O que significa que estou magra. Acabadinho de confirmar na consulta com a nutricionista. Nem tudo pode ser mau. Ontem bati recorde. Saí do trabalho passava das 20h. Hoje cheguei primeiro que a chefe e ela perguntou se eu lá tinha dormido. As coisas feias que me passaram pela mente enquanto esboçava um sorrisinho amarelo. Pálido, claro está. Tento inspirar e respirar. Acima de tudo ...

Pensamento do dia

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Karma is a bitch

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Sexta feira saí tarde. Para não variar. Sexta feira quis ir afogar a neura e fui até à Seaside para ir ver, ao vivo e a preto, uns botins que tinha visto no site, mas só tinham a imagem na cor camel, e eu quero preto. Lá vou eu pimpona, passo a loja a pente fino e nada de encontrar botins. Como sou gaja prevenida, levei anotada num post it a referência dos ditos. Lá vou ter com a menina da caixa e pergunto se os tem em stock. Pois que não. E em preto no tamanho 35 só na loja de Vila Real. Ou então online. E eu que até sou das que faz compras online, e sim, já comprei na Seaside online, na verdade queria ver os botins ao vivo e em preto, que eu sou muito esquisitinha com calçado preto, deve ser por isso que o único par de botins que tenho em preto têm um salto agulha um tanto ou quanto alto para poder pavonear-me com eles no dia a dia e sentir-me confortável (já lá vai o tempo, oh se vai, que aguentava o dia todo e a noite em cima de uns stilletos). Depois também são assim pró chic cois...

O Livro dos Baltimore

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Quando me anunciaram a mudança de funções, quando efetivamente mudei de equipa de trabalho e de funções, fiquei de tal maneira absorvida que, apesar da enorme vontade de ler este livro, não andava com cabeça para nada, incluindo leituras. Escolhi este livro para suceder ao magnífico O Labirinto dos Espíritos  de Zafón porque acreditei que não me iria desiludir. Não é fácil ser o sucessor de mesinha de cabeceira de Zafón.  De Joël Dicker li A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert  e adorei. Lendo tão boas críticas ao autor e a este último livro dele, foi a minha escolha para leitura pós Zafón. E foi uma boa escolha. Demorei a pegar nele, mas quando peguei, não larguei. Acabei-o ontem, perto das 2h da manhã, mas eu estava tão embrenhada na leitura, tão absorvida pelo desenlace do enredo, que só consegui parar na última página. O que calhou bem, porque amanhã vou almoçar com a amiga que mo emprestou e assim já lho devolvo. Ora bem, Dicker e Zafón têm escritas totalmente diferentes. Quando co...

Desanuviar a bolha

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A moda anda estranha e não é de agora. Raramente me identifico com as tendências e lá vou continuando no meu estilo muito básico, low profile, apostando nas cores que gosto e com as quais me sinto bem. Mas se a atual moda dos bordados e folhos faz-me fugir a sete pés, já a das sapatilhas é moda para me pôr a babar. Ando a suspirar pelas Adidas Superstar em branco e dourado. Ainda assim, estou renitente em dar quase 70€ por umas sapatilhas, que ainda por cima é missão impossível encontrar tamanho que me sirva. Que faço eu para ver se me passa esta paixão platónica? Vou ver o que anda por aí nas novas coleções das marcas de fast fashion. E eis que adiciono à wishlist fofuras como estas: Tão, mas tão primavera. Com um toque oriental, a fazer lembrar os tecidos de seda das gueixas. Aiiii que suspiro. Na lista para ir espreitar ao vivo e a cores, até porque a única coisa que me levanta aqui algum celeuma é aquela aplicação das florzinhas. Onde? Stradivarius. Pela simpática quantia de 19,95€...

Terça feira de carnaval

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Tive direito a "feriado". Acordei tarde. Fiz um pequeno almoço com direito a ovos mexidos, tostas, chá. Preguicei. Fiz mousse de chocolate para levar para o jantar convívio com as colegas da turma de cardio fitness. Almoçámos nas calmas. Estive agarrada ao livro. Preparava-me para uma tarde de sofá, dividindo o tempo entre um dos filmes que tenho na lista para ver e o livro e eis que Gandhe me diz que é para ir tomar café com a mãe para conhecer o sr. namorado novo.